sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Mensagem aos Catequista - por Dom Orlando Brandes - Arcebispo de Londrina

Mensagem aos Catequistas
Ministérios e Serviços


Dom Orlando BrandesArcebispo de Londrina/PR
O último domingo de agosto é o dia do catequista. É com admiração, reconhecimento e gratidão que a Igreja celebra esta festividade. A catequese é o sucesso de Jesus, o bem supremo da Igreja, a humanização e evangelização das pessoas, real colaboração na renovação da sociedade. A catequese é o útero da mãe Igreja, onde o Espírito Santo gera novos cristãos, como gerou Jesus no seio de Maria. Sendo a igreja Corpo de Cristo, a catequese é seu sangue e vitalidade. Sem o ensino da fé, a igreja fenece. “A catequese é a alma da Igreja”.
Enquanto processo de educação da fé, a catequese começa no ventre materno até à eternidade. A missão do catequista é transmitir a experiência de fé para que seus ouvintes experimentem o fascínio do evangelho, descubram a beleza da comunidade e se dediquem na transformação da sociedade. É claro que os pais são os primeiros catequistas e a comunidade com sua vitalidade litúrgica, pastoral, profética, missionária é uma especial catequizadora, como também os grupos de reflexão.
Hoje, a igreja se volta com especial carinho para a “catequese com adultos”, focalizando a realidade urbana e a construção do novo mundo. É o que se entende por “Catequese Renovada”. Não pode ser uma “catequese de verniz” mas deve ir à raiz. Catequese adulta, numa Igreja adulta, para uma sociedade novo.
Você catequista, é eleito e eleita de Deus, que fala em nome da Igreja e ensina a sã doutrina. Nobre é sua tarefa, árduo o seu trabalho, incomensurável o bem que realiza. Você está no coração da Igreja, porque veio do coração de Deus, para chegar ao coração do mundo. Você é anjo que anuncia, é apostolo que ensina, é mártir que dá testemunho. Como não exultar de alegria no seu dia? O que fala mais alto é o seu testemunho de vida. Oxalá você possa brilhar pela sua competência, seu humanismo, sua fé, sua santidade. Você é com um artista que vai esculpindo Jesus Cristo o seu reino nas pessoas, nas comunidades, na sociedade.
Posso imaginar com que zelo você prepara sua catequese e com que esmero você diariamente deixa-se catequizar pela Palavra de Deus e pela oração. “Implosão em Deus para a explosão no irmão”. Posso também equilatar o quanto você precisa do apoio dos bispos, padres, pais, lideranças, padrinhos, etc. A Igreja comovida e agradecida, louva a Deus que confiou em você e lhe conferiu tão alta missão. Você constrói a nova sociedade que chamamos de comunhão e participação, ou “sistema da solidariedade”. Com você nossas crianças antes da primeira comunhão, aprendem a comunhão com a família, a comunhão com a natureza, com as outras crianças, com os pobres e a comunhão consigo mesmas. Você, catequista, revela aos jovens o fascínio do evangelho, a pessoa de Jesus, a estrada do céu. Eles deixam a fascinação do pecado pelo encantamento do tesouro escondido que é o reino de Deus. E você, educa os adultos, ajudando-os a encontrar o sentido da vida e a resposta para suas indagações. Que vocação sublime a de ser educador da fé e ajudar as mulheres e homens a serem amigos de si mesmos, irmãos dos outros, filhos de Deus e construtores do reino de Deus.
Pela sua importância, a catequese é um verdadeiro ministério. Somos todos convidados a olhar para o “catequista Jesus de Nazaré” e com Ele aprender a ser discípulos da Palavra de Deus. O Catequista, seguidor de Jesus, terá todos os dias a Bíblia na mão para fazer a leitura orante. Precisamos catequizar nossos próprios corações, ou seja, primeiro falar “com Deus”, para depois falar “de Deus”. Igualmente o Apostolo Paulo, é um catequista de um perfil inigualável. Todo o Ano Paulino está destinado a ser um “Ano Catequético”.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - por ,Arquidiocese de Juiz de Fora/MG

...É maravilhoso ouvir palavras tão doces vindas de alguém tão importante! Obrigada Senhor por esse dom!



2 comentários:

Josiane Lino disse...

Fui convidada pelo pároco da comunidade onde freqüento a ser catequista, mas não vivo o sacramento do matrimônio, meu esposo não tem religião, por isso não casamos na igreja. O que faço agora? Não quero abandonar a catequese, mas como pregar algo que não estou vivenciando? Alguém por favor me ajude...

Anônimo disse...

seu testemunho,pode servir para sustentar sua vida de catequista,so um detalhe catequista (cristao)nao tem horoscopo,nem zodiaco,apenas Cristo.

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